Um Fim e Um Começar

Bem após um ano de experiências, hoje é um fim e um começo. Um fim de uma primeira tentativa de descobrir como quais e se é possível criar plantas numa varanda em meio urbano. Um começar de uma nova época de trazer vida verde a casa. Apesar de não ter partilhado em simultâneo aqui, tudo que fiz e às várias etapas, faço agora um pequeno resumo de algumas coisas do que compreendi aprendi e descobri.

– As batatas doces são muito resistentes, umas trepadoras natas e invasoras de outros vasos, quando damos por elas estão a rebentar dos vasos onde uma haste seca da planta aparentemente inocente poisa sobre eles. Desta vez não consegui obter batatas doces para comer, apenas umas pequenas formas que ficaram para semear, calculo que tenha sido mal calculado o tempo da apanha. Uma coisa muito boa a rama da batata doce fez, atraiu as lagartas para as suas folhas e deixando as outras plantas mais livres do ataque.

– As aboboreiras, precisam de sol e calor sem dúvida, para abrir a flor, teve que estar em contacto com sol directo, dai o melhor sitio, foi no parapeito da varanda. Além de terem atraído abelhas, o que para mim pareceu uma miragem na cidade. São plantas que apanharam fungos, míldio acho eu, o que levou a uma destruição da planta, numa fase pós produção de abóboras, poderia ter aplicado uma calda de enxofre, mas optei por deixar estar. Como gosta de calor, nada de molhar as folhas felpudas, isso é um perigo para as doenças. Mas sim é uma planta de que certeza, voltarei a plantar, porque é divertido estar à espreita da biodiversidade que ela cria e é possível te-la em vasos…podemos não ter muita produção, mas vale a pena.

– Os pimenteiros foram um desafio, ainda estão vivos, após muitas investidas de pragas, mas a natureza lá resolveu por si só, já os pimentos, tive dificuldade em conseguir também uma boa produção apesar da flor imensa, falta de polinização? talvez, apesar dos muitos insectos que havia em redor. Mas os pimentos que cresceram acabaram por não desenvolver muita semente. Eis um mistério que preciso de aprofundar.

– A beringela, essa foi difícil, apenas consegui uma, que ficou para semente, confesso tive dificuldade em perceber quando era a melhor altura para apanhar, porque como crescia mais um pouco e depois qual seria o tempo de maturação? Mas um planta também possível, que sofre também muito com as intempéries de pragas….

– O tomateiro, deu alguns tomates chucha, precisa de sol sol, senão a flor não abre e é uma planta resistente, ainda existe, após ter sido, também foi atacada por um fungo. E é divertido ver aqueles tons vermelhos a surgir do verde na cidade…

– é importantíssimo a cobertura verde…e no verão de alguma forma criar maneira de reter agua no vaso, pois a água desaparece muito facilmente.

– nunca mais repetir….gerir bem a localização das plantas, conforme elas gostam do sol, de muita humidade e do vento.

– tenho duas árvores, mas não gostaram de estar em vaso, lá estão a sobreviver, mas ainda não as percebi. Com o tempo fui pesquisando e espero agora acertar. A amendoeira rebentou por baixo maior parte dos ramos e apenas pouco por cima, cortei os debaixo a pensar que assim daria força para os de cima, mas ela estagnou, e voltou a rebentar por baixo…mas uma dica, não as comprem no hipermercados, porque ela deveria vir já morta, porque pensei que estava latente e dos ramos que tinha nenhum vingou.  Essencialmente temos que ter atenção aonde as adquirimos, se têm doenças visíveis, e como reagem, porque nos mandam mensagens…como esta amendoeira. Ela parece que não tenha gostado do vento também, pois ficou exposta num canto mais agreste. Quem se deu bem, foi a salva que está no seu vaso, lá está.  A tangerineira também reagiu de forma estranha, não houve flores e também o tomilho foi quem se deu bem no seu vaso. Será da terra? também pode ser. Vai ser um outro desafio este ano, porque claro que não vou deita-las fora, são vida, vou as tentar entender e proporcionar bem estar, pois são importantes. Já houve uns pardalitos que se atreveram em poisar nos frágeis ramos delas.

– por fim os vasos, os caixotes de fruta forrados de plástico, conseguiram reter água, mas apodreceram, deram espaço a novas vidas de alguma forma, mas tive que recorrer a um medidor de humidade para perceber se poderia encharcar a planta sem perceber, porque a superfície da terra estava demasiado seca, por falta da tal camada verde. Mas são sem duvida óptimas hipóteses para ter um rectângulo de terra para cultivar, é acessível material e pode-se reinventar de mil e uma formas. Quem agradeceu foi a osga que me visitava de vez em quando.

Agora está na hora de começar.

Será uma horta o mais natural possível, quase selvagem se conseguir.

Novas experiências farei, novos espaços verdes.

O objectivo vai-se estender ainda mais para além da varanda…quero criar um lar verde, não só por cultivo, mas também por uma maneira de estar, de viver.

Foi algo que a permacultura fez, abriu um novo capitulo🙂

Este slideshow necessita de JavaScript.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s